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Presente em Campo Grande desde 1988, a Plaenge acompanha mudanças nos hábitos, nas famílias e na relação dos moradores com os espaços de convivência
Aos 49 anos, Mato Grosso do Sul expressa sua identidade também na maneira como as pessoas vivem e ocupam seus espaços. A proximidade com a natureza, o prazer de receber e a valorização da convivência são características presentes no cotidiano e que, ao longo do tempo, passaram a influenciar também a arquitetura e a evolução da moradia.
Criado em 11 de outubro de 1977 e instalado oficialmente em 1º de janeiro de 1979, o Estado construiu uma identidade marcada pela diversidade cultural e por uma relação particular com o território. Em Campo Grande, esses traços podem ser percebidos na presença da natureza, no modo como as pessoas se relacionam e na importância dos espaços destinados aos encontros.

Presente na Capital desde 1988, a Plaenge acompanha parte significativa dessa trajetória. Ao longo de quase quatro décadas, as mudanças na cidade, nas famílias e nas expectativas dos moradores também passaram a orientar novas escolhas de projeto.
“Os nossos empreendimentos sempre evoluíram junto com a cidade e com as pessoas”, explica Ellen Travasso, Coordenadora de Desenvolvimento de Produto da Plaenge. Segundo ela, compreender as rotinas, os desejos e as expectativas dos moradores é parte fundamental desse processo.
A cultura de receber traduzida nos espaços
Um dos exemplos dessa transformação está nas varandas. Em uma região de clima predominantemente quente e com forte cultura de receber familiares e amigos, esses ambientes deixaram de exercer uma função complementar e ganharam maior integração com as áreas sociais dos apartamentos.

A presença da churrasqueira, acompanhada de espaços mais amplos e preparados para a convivência, demonstra como um hábito regional pode se transformar em uma escolha de projeto. “Ela se tornou um espaço muito valorizado porque traduz justamente esse costume que faz parte da cultura regional. É um lugar para receber, para criar memórias”, afirma Ellen Travasso.
Essa valorização do encontro também aparece em novas configurações residenciais. Se, por um lado, alguns apartamentos se tornaram mais compactos e funcionais, por outro, os ambientes compartilhados ganharam protagonismo, ampliando as possibilidades de convivência para além da unidade privativa.
No Artheo Concept Living, localizado no Jardim dos Estados, essa proposta está presente na combinação entre apartamentos compactos, rooftop e ambientes compartilhados. O projeto acompanha novas formas de morar sem deixar de lado uma característica que permanece importante para o campo-grandense: estar reunido.

Para Marcelo Kenchikoski, Superintendente Regional da Plaenge, esse comportamento influencia diretamente o desenvolvimento dos projetos. “O sul-mato-grossense tem esse hábito de estar reunido, e isso molda tanto o aspecto do campo-grandense quanto o desenvolvimento dos nossos produtos”, observa.
A natureza como parte da experiência de morar
Outro elemento marcante da identidade de Campo Grande é a presença do verde. Mais do que um recurso paisagístico, a natureza passou a integrar a experiência dos moradores, seja por meio da conexão entre ambientes internos e externos, seja na criação de espaços que favorecem o bem-estar e a convivência.

“Nós procuramos integrar o externo com o interno do apartamento, dando essa valorização da natureza dentro dos espaços”, afirma Marcelo Kenchikoski.
Essa relação também orienta a maneira como os projetos se conectam ao território. A vocação de cada bairro, a presença do verde e a relação com a rotina dos moradores ajudam a construir uma experiência que começa no empreendimento, mas dialoga com seu entorno.

No Chácara Cachoeira, o Paseo exemplifica essa aproximação entre arquitetura, cidade e natureza. A praça localizada em frente ao empreendimento é uma das referências para o projeto, inspirando também um paisagismo que prolonga a presença do verde para dentro dos espaços residenciais. Com espécies nativas, floridas, perfumadas e frutíferas e diferentes áreas de convivência organizadas como praças, o projeto cria uma relação de continuidade com o entorno e aproxima a natureza da rotina dos moradores.

Essa perspectiva mostra como a relação com a natureza pode assumir novas formas dentro da arquitetura, acompanhando um morador que busca não apenas conforto dentro de casa, mas também espaços capazes de contribuir para a qualidade de vida.
Uma arquitetura que acompanha as mudanças da sociedade
Se alguns hábitos permanecem, a maneira de viver também se transforma. As famílias ganharam novas configurações, as rotinas se tornaram mais dinâmicas e os espaços residenciais passaram a responder a diferentes momentos da vida.

Plantas flexíveis, ambientes compartilhados, áreas destinadas ao bem-estar e maior integração entre os espaços passaram a fazer parte desse movimento. Mais do que incorporar tendências, a arquitetura precisa compreender como as pessoas vivem hoje e de que forma suas necessidades podem mudar ao longo do tempo.
Para Ellen Travasso, observar essas transformações é essencial para desenvolver projetos capazes de permanecer relevantes. “Os nossos projetos refletem justamente essa evolução da sociedade sul-mato-grossense. Mantemos atributos que sempre fizeram parte da marca, como qualidade, sofisticação e atenção aos detalhes, mas estamos constantemente atentos às transformações da cidade e das pessoas.”

À medida que Mato Grosso do Sul se aproxima de completar cinco décadas, a arquitetura também ajuda a contar parte de sua história: a de um Estado que cresce, incorpora novas maneiras de viver e preserva características importantes de sua identidade, como o convívio, o contato com a natureza e o sentimento de pertencimento.