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Movimento apontado pela NRF Retail’s Big Show 2026 reforça a lógica da conveniência, impulsiona o comércio de proximidade e consolida empreendimentos como vetores de transformação urbana na Capital
A busca por conveniência e proximidade, apontada como uma das principais tendências da NRF Retail’s Big Show 2026 — considerada a maior feira de varejo do mundo, realizada no mês de janeiro em Nova York — já começa a impactar diretamente a configuração dos centros urbanos brasileiros. O avanço de lojas menores, voltadas ao atendimento do entorno imediato, reforça um movimento que privilegia praticidade, experiência personalizada e fortalecimento do comércio de bairro.
O conceito, conhecido como “proximity retail”, sinaliza uma transformação no comportamento de consumo: menos deslocamentos longos, mais soluções acessíveis a poucos passos de casa e uma integração crescente entre moradia, serviços e lazer. Essa lógica tem influenciado tanto o varejo quanto o desenvolvimento imobiliário, consolidando um modelo de cidade mais compacta, funcional e conectada ao cotidiano das pessoas.
Em Campo Grande, esse movimento já se materializa em regiões estratégicas como o Jardim dos Estados, onde novos empreendimentos residenciais têm impulsionado a instalação de serviços e estimulado a dinamização comercial do entorno. Em termos de valores absolutos, o bairro Jardim dos Estados tem um dos metros quadrados mais valorizados de Campo Grande, segundo análise detalhada dos bairros monitorados pela plataforma FipeZAP, ficando em segundo lugar no mês de fevereiro.

Marcelo kenchikoski, Superintendente Regional da Plaenge em Campo Grande. Foto: Fernando Mezza
Para o Superintendente regional da Plaenge, Marcelo Kenchikoski, os projetos imobiliários assumem papel de catalisadores desse novo ecossistema urbano. “A presença da Plaenge no Jardim dos Estados está totalmente alinhada aos nossos valores e à forma como enxergamos a cidade. Trata-se de um bairro com localização privilegiada, infraestrutura consolidada e alto potencial de valorização, que favorece exatamente esse modelo mais integrado entre morar, trabalhar, consumir e viver”, afirma.
Nesse contexto, a incorporadora desenvolve empreendimentos que dialogam diretamente com a tendência global de proximidade. Um exemplo é o Artheo, localizado no cruzamento das ruas Euclides da Cunha e Alagoas, em uma das áreas comerciais mais charmosas da Capital. “É um produto pensado para quem valoriza a praticidade, com qualidade e valor agregado. A facilidade de acesso a uma ampla rede de serviços reduz deslocamentos e contribui para uma rotina mais fluida e eficiente”, destaca Kenchikoski.

Imagem ilustrativa do Sky Fitness, no rooftop do empreendimento Artheo.
O projeto foi concebido para quem busca conveniência aliada à sofisticação, reunindo rooftop com academia, salão de festas com vista panorâmica e espaços de convivência que ampliam a experiência urbana. “O Artheo é um produto com alto valor agregado, metragem otimizada e áreas comuns diferenciadas. A proposta é morar com estilo, próximo a uma rede de serviços qualificada, afirma Marcelo.
Para o Superintendente, o Jardim dos Estados traduz exatamente o modelo urbano que ganha força no mundo. “A Plaenge sempre acreditou muito no bairro. É uma região de alta renda, com localização ímpar, rede de serviços crescente, excelentes restaurantes, boas lojas e facilidade de locomoção. É um bairro que reúne conveniência e qualidade de vida.”
Ele destaca ainda que o empreendimento reforça uma nova lógica de ocupação do bairro. “O Jardim dos Estados sempre foi marcado por grandes casas. Hoje, oferecemos a possibilidade de permanecer ou retornar ao bairro com mais praticidade, segurança e conforto, mantendo o aconchego e a atmosfera arborizada da região, mas inserido em um contexto urbano vibrante e completo.”
Proximidade como motor de desenvolvimento local

Fachada da Pão e Tal, pelas lentes do fotógrafo Alexandre Raupp.
Do ponto de vista do varejo, o movimento é claro: as lojas estão indo ao encontro das demandas locais. Para Ivana Monte, empresária da Pão e Tal, no Jardim dos Estados, a mudança já faz parte da rotina dos campo-grandenses — e tende a crescer.
“Com certeza essa rotina já faz parte dos campo-grandenses, mas ainda está em crescimento. O varejo já está traçando a rota inversa, ou seja, indo ao local das demandas. Vários condomínios hoje já contam com conveniências, padarias, salões de beleza e outros serviços. Os estabelecimentos estão se instalando na rota dos clientes”, afirma.
Segundo ela, o impacto vai além do consumo. “A criação de novos negócios ao redor dos empreendimentos imobiliários gera empregos e movimenta a economia local. Além disso, há redução no deslocamento de carro, menor consumo de combustível, menos pressão sobre estacionamentos, menos poluição e trânsito.”
A proximidade também altera a relação das pessoas com o próprio ato de consumir. “Quando temos uma conveniência próxima, de fácil acesso e frequentada por pessoas conhecidas, o ato de nos abastecer por meio das compras se torna um prazer, quase um lazer”, observa Ivana. Para ela, essa integração entre consumidores e vizinhança fortalece vínculos e transforma a experiência cotidiana.
Empreendimentos como vetores de transformação urbana

Imagem ilustrativa do empreendimento Artheo, com entrega prevista em 2026.
O avanço desse modelo reforça o papel dos empreendimentos imobiliários como vetores de transformação urbana. Ao concentrar moradores com perfil alinhado à valorização de serviços de qualidade, novos projetos ajudam a consolidar polos de conveniência, estimulando circulação, ampliando oportunidades para pequenos negócios e redefinindo a lógica de ocupação dos bairros.
Para que essa dinâmica seja sustentável, Ivana destaca a importância de infraestrutura adequada e conscientização coletiva. “É preciso boa oferta de estacionamento, segurança, áreas de lazer e também um trabalho de conscientização dos moradores em relação à coleta seletiva, cuidado com pets e poluição sonora.”
No cenário apontado pela NRF, a tendência de proximidade não representa apenas uma mudança comercial, mas uma transformação estrutural na forma de planejar cidades. Ao integrar moradia, serviços e experiências em um mesmo território, empreendimentos contemporâneos contribuem para um modelo urbano que privilegia qualidade de vida, mais tempo para a família e maior interação entre as pessoas.
Com esse movimento já em curso, bairros como o Jardim dos Estados consolidam-se como exemplos de uma nova lógica urbana — mais eficiente, sustentável e centrada nas pessoas — sinalizando o futuro das cidades que se desenha a partir da convergência entre desenvolvimento imobiliário e dinamização comercial.