16 | janeiro

Orquídea sem segredos

Coordenador do orquidário da UEL dá dicas importantes sobre cultivo de orquídeas e aponta as principais espécies

Orquídea
Queridinhas pelos brasileiros, as orquídeas são plantas que requerem um cuidado especial. Quando bem cuidadas, elas florescem nas épocas determinadas e dão vida nova aos ambientes, deixando-os mais coloridos e cheios de vida. No entanto, muita gente têm dúvidas sobre o manejo ideal e alegam que as orquídeas de casa não dão flores.

Conversamos com o professor Ricardo Faria, do departamento de agronomia e coordenador do orquidário da UEL. Ele dá dicas importantes sobre cultivo de orquídeas e aponta curiosidades e as principais espécies. Faria destaca que além do uso decorativo, as orquídeas também são indicadas para pessoas com depressão e an-siosas e, como não poderia deixar de ser, para os amantes da natureza.

Professor Ricardo Faria, coordenador do orquidário da UEL, com exemplares de orquídeas Phalaenópsis

Professor Ricardo Faria, coordenador do orquidário da UEL, com exemplares de orquídeas Phalaenópsis

Em sete passos fundamentais, o professor ensina, de maneira didática, a melhor forma de cultivar orquídeas dentro de casa. Confira:

DICAS DE CULTIVO

Local: É aquele que não recebe a incidência direta do sol, o que pode queimar as flores. Enquanto estiverem floridas, as orquídeas podem ser mantidas em ambiente interno, próximas à janelas. Quem mora em aparta-mento, deve colocar a planta voltada para o sol da manhã.

Híbridos de Phalaenópsis

Híbridos de Phalaenópsis

Tipo de vaso e substrato: Podem ser de cerâmica ou plástico, o im-portante é que não acumulem água. Isso porque as orquídeas epífitas, que vivem sobre as árvores, necessitam de oxigenação nas raízes. É importante destacar que não deve ser utilizada terra nos vasos, e sim uma mistura de cascas de pinus, carvão e fibra de coco em proporções iguais. Esta mistura é comercializada como substrato para orquídeas e sua função é apenas dar suporte à planta e não nutri-la.

Híbridos de Cattleyas

Híbridos de Cattleyas

Irrigação: Nos meses mais quentes, a irrigação, ou rega, deve ser feita dia sim/dia não. No período do inverno, as plantas devem ser re-gadas a cada três dias e somente quando o substrato estiver completa-mente seco. A rega deve ser feita preferencialmente pela manhã, sem deixar acumular água no prato e no vaso. O excesso de água causa o apodrecimento das raízes.

Híbridos de Dendrobium nobile (olho de boneca)

Híbridos de Dendrobium nobile (olho de boneca)

Adubação: Deve ser feita mensalmente, com adubo solúvel em água, na dosagem recomendada pelo fabricante. O adubo mais indicado é o NPK 20-20-20 ou outra fórmula balanceada. A água com adubo deve ser coloca-da no substrato e não diretamente na planta. Adubar até que a água comece a escorrer do vaso.

Vanda

Vanda

Controle de pragas: Pode ser utilizado inseticida caseiro como re-pelente para insetos. O inseticida funciona de forma preventiva e deve ser utilizado uma vez por mês. Receita de inseticida caseira: quatro dentes de alho, uma colher de café de pimenta do reino, duas gotas de detergente neutro por litro de água. Colocar em um liquidificador, peneirar e pulverizar sobre a planta. Utilizar no mesmo dia do preparo.

Arundina (orquídea bambu)

Arundina (orquídea bambu)

Controle de doenças: Em caso de fungos, recomenda-se a aplicação de calda bordalesa (sulfato de cobre). A mistura é vendida em lojas de pro-dutos agropecuários.

Replantio: Deve ser feito quando a planta “sair” do vaso, ou quando o substrato estiver virando pó. No ca’so das Cattleyas, cada cinco pseudobul-bos formam uma nova muda.
Texto: Beatriz Pozzobon
Fotos: Paulo Pepeleascov
Revista Plaenge Premium Londrina | Nº16