09 | maio

Mercado imobiliário deve passar por momento de estabilidade

Especialistas acreditam que momento de acomodação representa maturidade do setor

Após um período de forte crescimento, o setor imobiliário e de construção civil nacional deve passar por um momento de estabilidade em 2013. Curitiba também reflete essa tendência nacional, o que significa que o preço dos imóveis deve subir pouco. Para o professor de Ciência Econômica da PUC-PR, Carlos Magno Andriolli Bittencourt, “o mercado deve passar por um momento de acomodação”, afirma.

A valorização de apartamentos na capital foi de 265% nos período entre 2003 e 2012, de acordo com a Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR). No entanto, o mesmo fôlego não será visto nos meses que seguem. “Não será aquele ‘boom’ como o que foi vivido em 2011. Em Curitiba há, ainda, muitas obras, mas o desempenho deve ser bem mais comedido, o que reflete uma maturidade maior do mercado”, acredita Bittencourt.

Região do Ecoville em Curitiba em constante crescimento

Região do Ecoville em Curitiba em constante crescimento

O especialista da PUC-PR entende que deve haver maior interesse por apartamentos de 2 quartos. Ainda, Bittencourt acredita que pode haver procura por imóveis na planta, mesmo que de forma tímida. A razão se deve à redução da taxa Selic, que diminui os rendimentos das aplicações no mercado financeiro. “Como alternativa, muitos desses investidores podem aplicar seus recursos em imóveis”, explica.

O consumidor deve estar atento para as facilidades que se apresentaram com a redução da taxa de juros para os financiamentos imobiliários. Em janeiro deste ano, a Caixa Econômica Federal reduziu as taxas de juros para a compra de imóveis acima de R$500 mil. A taxa diminui de 9,9% para 9,4% ao ano, e de 8,9% para 8,4% ao ano para os clientes do banco estatal. O motivo, segundo a CEF, seria a crescente demanda do público de média e alta renda.

Uma alternativa é o Banco do Brasil, que também quer disputar espaço no setor. Desde 2008, o BB vê a sua carteira de crédito imobiliário crescer a passos largos, embora o setor como um todo tenha perdido um pouco o ritmo forte em 2010, atingindo a marca de R$7,02 bilhões em financiamentos em 2011.

“É preciso pesquisar as taxas de juros antes de entrar em um financiamento longo”, aconselha Bittencourt. Especialistas afirmam que uma família não deve comprometer mais do que 30% de sua renda total líquida no pagamento das parcelas. Portanto, calculadoras à mão, os interessados não podem deixar de lado o planejamento.

 

Texto: NQM Comunicação, Curitiba-PR.