04 | agosto

Os desafios de ser mãe de gêmeos

Ser mãe é o maior sonho de muitas mulheres. Mas, nos tempos atuais, isso pode não ser uma tarefa muito fácil… Casada com Bruno Trevizano de Almeida e mãe dos gêmeos Murilo e Gabriel, a Engenheira de Orçamentos da Plaenge Industrial, Lígia Maria de Souza, conta um pouco de sua história, o sonho de ser mãe, a vinda não planejada dos gêmeos – que hoje têm pouco mais de um ano – e como tem conciliado a vida profissional com a maternidade. Confira!

Blog Plaenge: Qual a reação quando receberam a notícia dos gêmeos?

Lígia Souza: A pergunta que mais respondemos é: tem gêmeos na família?  Não temos nenhum parente próximo com gêmeos. E, de acordo com o que pesquisamos, não há influência genética na gravidez univitelina (quando dividem a mesma placenta). Acontece ao acaso mesmo.
Quando recebi a notícia, tive uma crise de riso e lágrimas de felicidade. Meu esposo ficou em choque uns três dias, mas depois se acostumou com a ideia. Nossos familiares a princípio ficaram surpresos, alguns acharam que estávamos brincando. Depois, todos adoraram a notícia e, em seguida, veio a curiosidade de como seria para identificá-los, cuidar dos dois, etc.

Lígia Souza e Bruno Trevizano de Almeida

BP: Como foi o período de gestação?

LS: Foi tranquilo e normal até o sétimo mês. Depois disso, a barriga já estava enorme, precisei até ficar de repouso. Não conseguia nem me levantar sozinha e precisava de ajuda para tudo, pois os bebês eram muito grandes, maiores que a média para uma gestação gemelar.

Mas chegamos bem até o nono mês e com 37 semanas marcamos a cesariana. Segundo o obstetra, eles iriam se desenvolver melhor fora da barriga, devido ao aperto. Nasceram com 49 cm, 2,750kg e 2,710kg, idênticos, sem nenhuma diferença que nos permitisse reconhecer quem era quem.

BP: Quais são os desafios de cuidar de gêmeos e como vocês estão lidando com isso?

LS: A pior sensação é a impotência, pois são duas crianças querendo exatamente a mesma coisa, na mesma hora. Não poder atendê-las ao mesmo tempo, ter que escolher para quem dar de mamar ou pegar no colo primeiro, é cruel. Como se tivesse sempre rejeitando um.

Conforme o tempo passa, vai se tornando mais fácil. Eles crescem e ficam mais independentes (já seguram a própria mamadeira, o que é uma maravilha!). Quando eu e meu esposo estamos em casa, cada um cuida de uma criança. A gente troca de bebê para que fiquem um pouco com o pai e um pouco com a mãe. E eles adoram esse “troca-troca” de colo.  O problema agora é apartar as brigas. Eles se batem, puxam o cabelo, um derruba o outro, querem o mesmo brinquedo. É uma confusão!

Gabriel e Murilo

BP: Ser mãe de gêmeos é?

LS: Ser mãe é uma dádiva de Deus, uma delícia, não tem emoção maior. De gêmeos então é um privilégio.

Não é fácil nem por um segundo e sei que não estou dando conta de fazer o que gostaria para cada um. Sempre que dou colo para um, sei que o outro também quer. Mas quando os vejo grandes, fortes, saudáveis, risonhos e sapecas, percebo que eles são frutos do meu melhor. Não troco esta “trabalheira” por nada no mundo!

BP: Como é aliar a vida de mãe com o dia a dia?

LS: É uma loucura! O dia já começa agitado, os dois acordam praticamente juntos, e depois que isso acontece é difícil terminar de me arrumar. Saio penteando o cabelo no elevador, tomo “café da manhã” enquanto ligo o computador na empresa. Quando chegamos do trabalho, a agitação continua. Eles querem atenção, colo e lutam contra o sono para continuar brincando com a gente.

Murilo e Gabriel

BP: Qual o aprendizado da maternidade que você aplica na rotina de trabalho?

LS: Após a licença maternidade eu estava “fora de forma”. Parecia que não ia dar conta, a cabeça ainda estava preocupada com os meninos e, ao mesmo tempo, tentando voltar ao ritmo de trabalho.  Enquanto estou no escritório, fico focada nas atividades e tento fazer como antes.

Aprendi então a reorganizar minhas atividades, tomar decisões de forma mais rápida, fazer render mais em menos tempo e ser mais objetiva para dar conta de tudo. A principal diferença é na questão de viagens ou trabalho além do expediente. Para isso, tive que desenvolver outra habilidade, a de arquitetar um “plano b” e sempre ver antes quem ficará com os bebês.

Mãe de Gêmeos Lígia Souza

BP: Qual a dica para as futuras mamães?

LS: Aproveitem o tempo de licença para curtir bastante o bebê, pois passa voando, eles crescem rápido e quando menos se espera chega a hora de voltar ao trabalho. Quem sofre mais no retorno são as mães, as crianças se adaptam facilmente. O filho vive sem a mãe, a mãe é que não vive sem o filho.

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Texto: Fernando Almeida | Comunicação e Marketing Institucional – Plaenge.

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